08 junho, 2015

outros tons

outros tons

o cachorrinho anão me olhava dançar na grama,
cara de terráqueo
por certo ouvia os acordes,
atento ao vilão elétrico 
o humano de barba aparada nada olhava,
num transe
por certo ouvia os acordes,
atento ao violão elétrico

a humana meio lânguida, dançava pés descalços
o cachorrinho doméstico recolheu suas sandálias
o sol sumiu no horizonte, o som clareou a noite
o cachorrinho fez xixi na grama do sul

o cantor mudo foi para esquerda,
cruzar os braços e mostrar a língua
o homem abriu os olhos,
o anão sorriu
sorriu outra vez,
comeu uns nacos de grama ao norte,
apenas os que não tinham minhas terráqueas pegadas


cg
07,VI,15.

20 abril, 2015

último aviso

Aviso aos Navegantes desta nuvem:

Para comemorar o Achamento desta terra,
desde o dia 21 de abril de 2015,
estou bloqueando gente ruim.


Não quero mais saber o que pensa essa gente  feia que insiste em ser racista, brancocentrado, heterofacista,
cegoseguidor do plim-plim,
cristãos de todas as  linhas,
futebolistas de sofá e Ira na Rua,
selvagem capitalistóide e todas
as variações desses naipes,

centenas de tons para mais e para menos.

Isso não é um poema.
É uma declaração de guerra!


Cláudio Gomes,
na véspera do vintehumdeabril de 2015.

fisiologia de boteco

fisiologia de boteco


bebo cachaça prasquentar a Alma
tomo água pra refrigelar a Carne



descomo palavras para treinar a Calma.